Refutando Francisco Tourinho

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Refutando Francisco Tourinho

 

Esse artigo é uma reposta à acusação de Francisco Tourinho contra as Testemunhas de Jeová. Como pode ser visto na imagem ao lado, Tourinho nos acusa de Politeísmo, mais especificamente, de Henoteísmo.

 

Não vou me deter aqui quanto a essa questão de Politeísmo ou Henoteísmo, pois penso que o mais importante é outro ponto: as Testemunhas de Jeová ensinam a verdade, não fazendo diferença alguma quanto a como Tourinho define a teologia Jeovista. Assim como a palavra trindade, o termo “monoteísmo” não existe na bíblia. O mais próximo que chegamos desse termo é a união das palavras “monos” e “theós” (único Deus). E em todos os casos em que isso ocorre, sem quaisquer exceções, isso se refere exclusivamente a 1 única pessoa, o Pai, não a uma Triunidade. (Cf. João 5:44, 17:3 e 1 Timóteo 2:5; 1 Coríntios 8:6; Note Romanos 15:6; 1 Coríntios 1:3; Gálatas 1:3; Efésios 1:3; Filipenses 1:2; 2:11; Colossenses 1:3; 1 Tessalonicenses 1:1, 3; 2 Tessalonicenses 1:1, 2; 1 Timóteo 1:2; 2 Timóteo 1:2; Tito 1:4; Filêmon 3; 1 Pedro 1:2, 3; 2 João 3; Judas 1; Apocalipse 1:6.)

 

ROMANOS 16:27 – “ao único Deus [o Pai] (MONO THEÓ μόνῳ Θεῷ) sábio seja dada glória para todo o sempre, por meio de Jesus Cristo. Amém.”

A grande controvérsia

 

            Conforme já foi exaustivamente explicado por nós, a bíblia diz claramente que outros seres também são chamados de “deuses”. A origem bíblica da palavra Elohim basicamente significa “os poderes”. Elohim não é um nome exclusivo, mas um título aplicado a seres e coisas que detém autoridade sobre outrem. (Filipenses 3:18, 19). (Para maiores informações, assista ao vídeo no seguinte link: https://www.youtube.com/watch?v=a60S6pD4c8M&t).

            Em nosso debate Francisco Tourinho tentou dar uma terceira explicação (após a primeira e a segunda terem dado errado), ao nosso argumento de que os anjos são chamados de deuses. Ele alegou na primeira vez que o Salmo 8:5 deveria ser traduzido: “Tu o fizeste um pouco menor que Deus“; enquanto nós alegávamos que a palavra “Elohim” nesse contexto era uma referência a anjos, o que indicaria que os anjos eram chamados de deuses.

1) Em primeira instância ele alegou que a tradução correta era “Deus”, e não “anjos”. E que esse texto não chamava os anjos de deuses, mas chamava Deus de Deus.

– Respondemos que a Septuaginta traduzia por “anjos”. Ele insinuou que não podemos confiar na Septuaginta.

– Em adição a isso, citamos Hebreus 2:7, onde o escritor usa esse texto e chama de “anjos”.
Mas ele disse que Hebreus 2:7 não era originalmente parte do conteúdo de Hebreus. E para isso ele citou Norman Champlin ERRONEAMENTE. (Ele mesmo admitiu que se equivocou).

Pois bem, agora nosso colega Bovino estava com um dilema: Ou ele admitia a furada e que estava errado, ou ele inventava mais uma desculpa para não dar o braço a torcer. E como todo “bom” trinitário, ele escolheu a segunda opção.

Ele alegou que “Elohim significa anjos”. E que isso não quer dizer que anjos são chamados de deuses. (Patético!) Veja o argumento dele na imagem abaixo:

 

   

A explicação de Tourinho está errada. Elohim não significa “anjos”. Elohim significa “os poderes”, e é aplicado a deuses, Deus, anjos e juízes. Tourinho tenta forçar um exemplo com a palavra pena. No entanto, “pena”, como citado por Tourinho, não é uma palavra polissêmica, mas são palavras homônimas. (Clique aqui para saber mais sobre homonímias: https://www.infopedia.pt/dicionarios/lingua-portuguesa/homonímia). Pena no sentido de compaixão é uma palavra de origem totalmente separada da usada em “pena de galinha”. Mas não é esse o caso de Elohim. Elohim não significa anjos, nem juízes, conforme alegou Tourinho, mas é aplicado a tais seres por esses possuírem autoridade delegada por Jeová.

Sobre isso, veja a obra O Antigo Testamento Interpretado, Versículo por Versículo, de R.N. CHAMPLIN, página 2198,

 

Nós podemos ver isso claramente na discussão de Jesus com os judeus:

(João 10:33-36) “Os judeus lhe responderam: “Nós não vamos apedrejá-lo por uma boa obra, mas por blasfêmia; pois você, embora seja um homem, se faz um deus.” 34 Jesus lhes respondeu: “Não está escrito na sua Lei: ‘Eu disse: “Vocês são deuses”’? 35 Se aqueles contra quem se dirigiu a palavra de Deus foram chamados de ‘deuses’ — e as Escrituras não podem ser anuladas —, 36 vocês dizem a mim, a quem o Pai santificou e enviou ao mundo: ‘Você blasfema’, porque eu disse: ‘Sou Filho de Deus’?” [os grifos são nossos]

Aqui vemos claramente Jesus declarando que os juízes foram ‘chamados de deuses’. Se, conforme defendeu Tourinho, a palavra Elohim ou Theós significa “juízes”, então a defesa de Jesus não faz o menor sentido. Jesus foi acusado de alegar ser “deus” ou “um deus”, e ele cita em sua defesa seres que não são Jeová e que também são chamados de “deuses”. (Salmo 82:6) Qual seria a utilidade de tal citação se a palavra “theós” ou “Elohim” significa “Juízes”, como alegou Tourinho? Nenhuma. Seria como o Batman citar o RoboCop ao ser acusado de alegar ser o Super-Homem. A proposição de Tourinho é totalmente desconexa.

A “MANCADA” DE TOURINHO

Argumentamos em nosso debate com Tourinho que o Salmo 45:6 aplica também o título “Elohim” ao rei humano de Israel (possivelmente Salomão). E que, ao fazer uma série de aplicações de textos das Escrituras Hebraicas ao messias, o escritor de Hebreus prefere aplicar o título “Elohim / Theós” ao messias de uma forma que não era aplicada a Jeová, mas a Salomão. (Hebreus 1:8. Para assistir ao argumento completo, clique nesse link:  https://www.youtube.com/watch?v=mCpNqD0Dy8k ) Aqui começam as contradições de Tourinho.

Primeiramente, Tourinho tinha alegado que nenhum ser a não ser o Eterno poderia ser chamado de “deus”. Então nós usamos o argumento da relação do Salmo 45:6 com Hebreus 1:8 onde “deus” é aplicado a Jesus num sentido diferente de como é aplicado a Jeová – um deus subordinado. E perguntamos a Tourinho por que o escritor de Hebreus aplicou a Jesus o título “deus” de um modo diferente de como era aplicado a Jeová. Qual foi a resposta? Francisco Tourinho alegou que era o Jesus humano, por isso o título subordinado. No entanto, ele havia anteriormente alegado que ninguém, a não ser Jeová, poderia ser chamado de “deus”. Ora, se ninguém a não ser Jeová pode receber o título “deus”, então nem mesmo o rei do Salmo 45:6 poderia. Mas tal rei de fato foi chamado de “deus”. E é esse tipo de deus que Jesus é chamado pelo escritor de Hebreus. Aguardamos ver Tourinho alegar que o salmista e o escritor de Hebreus eram “henoteístas”.

 

2 Comentários

  1. Quando Elohím é aplicado ao Deus Todo-Poderoso Jeová,a juízes humanos,a anjos etc Tourinho parece desconhecer a diferença entre sentido e referência. Ele parece não dominar rudimentos de linguística. Na refutação ele confundiu inclusive Polissemia com Homonímia. Seria Um homem forte por ser humilde, humildade exigiria verdadeira força moral. A fraqueza está em não reconhecer por orgulho que está desqualificado para a discussão. O homem entendeu mal a obra de Champlin , confundiu conceitos Linguísticos e caiu em contradições. Mesmo que a Trindade fosse verdadeira Tourinho tem que aprender a tentr defendê-la com mais preparo.

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