Expectativas erradas: O que determina um falso profeta?

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            É comum argumentarmos que existem vários casos em que os apóstolos achavam que eventos proféticos viriam numa determinada época, mas tiveram expetativas frustradas. Vejamos apenas mais um desses exemplos:

(João 21:20-23) “Pedro se virou e viu que o discípulo que Jesus amava os seguia, aquele que na refeição havia se encostado no peito dele e dito: “Senhor, quem é que o trai?” 21 Portanto, quando o viu, Pedro disse a Jesus: “Senhor, e o que acontecerá a este homem?” 22 Jesus lhe disse: “Se eu quiser que ele permaneça até eu vir, o que importa isso a você? Continue você a me seguir.” 23 Assim, espalhou-se entre os irmãos que esse discípulo não ia morrer. No entanto, Jesus não lhe disse que ele não ia morrer, mas disse: ‘Se eu quiser que ele permaneça até eu vir, o que importa isso a você?’”

            Aqui nós vemos um caso em que os discípulos, não apenas os 12 apóstolos, comentavam que o apóstolo João não morreria até que Jesus viesse. Isso foi registrado na bíblia pelo apóstolo João. Assim, aqui os sinceros podem ver claramente que é uma inclinação humana querer que o fim venha logo e tentar colocar prazos para a vinda de Jesus. Isso ocorria desde o tempo dos apóstolos, e também ocorreu na época de Russell.

            O que os apóstatas dizem? Visto que esse argumento invalida por completo a crítica apóstata, o que os faria ter que rejeitar qualquer vertente nomeada cristã e não apenas as Testemunhas de Jeová, os apóstatas tentam achar algum furo nesse argumento. Esse “furo” só existe na cabeça deles. Eles argumentam algo do tipo:

“Os apóstolos tinham expectativas, mas eles não publicavam isso como se fosse mensagem de Deus assim como as TJs fizeram”.

            Existem vários erros nessa resposta. Vejamos alguns:

  • Falácia da Observação Irrelevante – essa observação não altera em nada o argumento feito, pois argumentamos que ter expectativas erradas ocorre desde o tempo apostólico, e a resposta apóstata não rebate o ponto principal do argumento;

  • As TJs nunca afirmaram ser inspiradas por Deus e inerrantes, como se tudo fosse uma “mensagem de Deus” no sentido profético. (É importante salientar que os apóstolos espalharam tal noticia como se fosse uma mensagem de Jesus) Ao contrário, veja a declaração da revista WatchTower (em Inglês) de 1908, página 4110:

Tradução:

“Não estamos profetizando; estamos meramente dando nossas conjecturas, a base bíblica para tal já está nas mãos dos leitores em seis volumes de SCRIPTURE STUDIES. Nós nem mesmo asseguramos que não existam erros em nossa interpretação da profecia e nossos cálculos de cronologia.  Nós apenas colocamos diante de vocês, deixando para que cada um exerça sua própria fé ou dúvida em relação a estes…” (Os grifos são meus)

  • Segundo tal resposta dos apóstatas, o que torna o erro dos apóstolos perdoável e o das Testemunhas de Jeová “imperdoável” não é o erro em si, nem o que foi dito, mas onde foi dito. Se o erro foi registrado na bíblia para mais de 2000 línguas por milênios, então é perdoável. Mas se foi registrado numa revista A Sentinela por menos de 1 século, para umas 200 línguas, aí é imperdoável! Essa resposta é tão patética quanto aqueles que a usam.

            Os apóstatas exigem perfeição do Corpo Governante. Para os apóstatas, a menos que Charles Taze Russell, Rutherford, Nathan Knorr e o Corpo Governante fossem tão sábios e inerrantes quanto Jesus Cristo ou o apóstolo Paulo, eles não merecem crédito e são “falsos profetas”. Na verdade, os apóstatas esperam mais do Corpo Governante que as próprias Testemunhas de Jeová! São os apóstatas que esperam perfeição do Corpo Governante, não as Testemunhas de Jeová. Então vejam que o argumento apóstata é puramente circular: Eles estabelecem padrões não-bíblicos sobre perfeição humana, e julgam a Torre de Vigia com base em tais padrões!

            Sobre isso, veja o que Jesus disse:

(Mateus 7:2) “com a medida com que medem, medirão a vocês.”

            Assim como os apóstatas medem o Corpo Governante, Russell, Rutherford, e outros, com uma “régua de perfeição”, Jeová os medirá também com a mesma régua.

 

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