Respondendo a objeções sobre o sangue – “Comam de Tudo…”

0
44

       Respondendo a objeções sobre o sangue.

       A bíblia contém uma ordem clara para que nós ‘nos abstenhamos de sangue’ (Atos 15:28, 29). Esse texto é absoluto tanto para o consumo de sangue quanto para as transfusões. Em vista disso, muitos opositores desonestos começam a inventar argumentos tolos a fim de achar alguma brecha na inegável ordem bíblica.

        Certo opositor e leitor da página levantou a seguinte objeção:

 

“1 Cor. 10:25-27 dá a entender que a questão de não comer sangue era um arranjo temporário, apenas para não causar mais atritos entre os cristãos de origem judaica e os cristãos gentios. Paulo diz ali que alguém, ao ir no açougue ou na casa de um não-cristão, podia comprar ou comer de tudo sem perguntar a origem. (Os pagãos comiam alimentos feitos de sangue. Se não fosse correto comer sangue, por que Paulo daria essa ordem?)”

 

        Vejamos o texto citado:

(1 Coríntios 10:25-27)Comam de tudo o que se vende no açougue, sem fazer perguntas por causa da sua consciência, 26 pois “a Jeová pertence a terra e tudo o que nela há”. 27 Se algum descrente os convidar para uma refeição, e vocês quiserem ir, comam de tudo o que se puser diante de vocês, sem fazer perguntas por causa da sua consciência.”

 

        Será que nesse texto Paulo falava que os cristãos podiam comer sangue? Nem de longe! Paulo se referia aqui à possibilidade de a carne ter sido oferecida a ídolos, não à possibilidade de não ter sido sangrada. E como nós sabemos disso? Nós simplesmente precisamos ler o versículo seguinte:

 

(1 Coríntios 10:28) “Mas, se alguém lhes disser: “Isso é algo oferecido em sacrifício”, não comam, por causa daquele que lhes disse isso e por causa da consciência.”

 

Resultado de imagem para idol sacrifice  cartoon

        Assim, esse texto trata do desconhecimento da origem religiosa da carne, não de uma negligência da parte do cristão quanto ao alimento não sangrado.

 

 

A CIDADE DE CORINTO

        No centro da cidade de Corinto havia a espaçosa ágora, ou praça de mercado, rodeada por colunatas e edifícios públicos. Fileiras de lojas davam para a praça, sendo que algumas das ruínas descobertas dão evidência de lojas usadas para a venda de carne e de outros comestíveis, bem como de vinho.

Resultado de imagem para greek agora cartoon

        Paulo forneceu informações oportunas aos cristãos em Corinto, a fim de ajudá-los a fazer as decisões corretas. Embora um “ídolo nada é”, não seria aconselhável que o cristão entrasse num templo dum ídolo para comer carne (ainda que esse seu comer não fosse parte duma cerimônia religiosa), porque, desta forma, poderia dar a impressão errada a observadores espiritualmente fracos. Tais observadores poderiam deduzir que o cristão adorava o ídolo, e podiam tropeçar com isso. Isso poderia levar tais pessoas mais fracas ao ponto de realmente comerem carnes sacrificadas a ídolos numa cerimônia religiosa, em violação direta do decreto do corpo governante. Havia também o perigo de que o cristão, ao comer, violasse sua própria consciência e cedesse à adoração idólatra. — 1 Coríntios 8:1-13.

        Uma vez que a oferta cerimonial de carnes aos ídolos não produzia nenhuma alteração da carne, o cristão poderia, contudo, com boa consciência, comprar carne num açougue que recebia alguma carne dos templos religiosos. Esta carne perdera seu significado “sagrado”. Era tão boa quanto qualquer outra carne, e o cristão, por conseguinte, não estava obrigado a indagar a respeito de sua origem. — 1 Coríntios 10:25, 26.

        Alguns opositores na Internet argumentam que a lei de se ‘abster de coisas sacrificadas a ídolos, e de sangue, e de coisas estranguladas, e de fornicação’ era meramente temporária. Fazem isso distorcendo as palavras de Paulo. No entanto, a mensagem transmitida em Atos 15:28, 29 não tem a ver com comprar a carne do açougue, mas com participar na cerimônia em que se oferece o alimento ao ídolo. Paulo fala da compra da carne, Atos 15: 28, 29 trata da cerimônia idólatra.

        As palavras de Jesus Cristo sobre as congregações em Pérgamo e Tiatira mostram que tal lei não era “um arranjo temporário”. Elas indicam que certas pessoas haviam deixado de acatar o decreto apostólico, não se mantendo isentas das coisas sacrificadas aos ídolos.

 

(Apocalipse 2:14) “‘Contudo, tenho algumas coisas contra você: você tem aí os que seguem o ensinamento de Balaão, que ensinou Balaque a pôr uma pedra de tropeço diante dos filhos de Israel, para que comessem coisas sacrificadas a ídolos e cometessem imoralidade sexual.”
(Apocalipse 2:20) “[…] tenho o seguinte contra você: você tolera aquela mulher Jezabel, que se diz profetisa e ensina e desencaminha os meus escravos, induzindo-os a cometer imoralidade sexual e a comer coisas sacrificadas a ídolos.

 

        Portanto, fica claro que o arranjo de não participar de cerimônias idólatras não era um “arranjo temporário”, tampouco era temporária a ordem de abster-se de sangue e de fornicação.

 

Deixe uma resposta

Escreva seu comentário
Por favor, entre com seu nome aqui