Respondendo a objeções sobre transfusões de sangue

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RESPONDENDO A OBJEÇÕES

 

        Um leitor da página argumentou respeitosamente conosco sobre a nossa posição quanto a transfusões de sangue. Vamos responder respeitosamente aqui nesse post.

 

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O leitor disse:

        “A ciência de transfundir sangue de um ser humano para outro para salvar a vida não era conhecida nos tempos antigos. Obviamente, então, não há referência direta a ela na Palavra de Deus; então, a conclusão sobre se transfusões podem ou não ser adequadamente colocadas na mesma categoria, do ponto de vista de Deus, do consumo de sangue animal através dos órgãos digestivos, deve basear-se inteiramente nos princípios envolvidos e não nas declarações diretas da Bíblia.”

 

Resposta de A Verdade é Lógica:

        A primeira frase desse ponto é verdadeira. No entanto, tal declaração não diz muita coisa. Armas de fogo, cocaína, crack, LDS, telecartomancia (Ligue Djá!), salsicha industrial de carne suína – nada disso era conhecido nos tempos antigos.

        Ainda assim, todos nós sabemos que os princípios bíblicos podem muito bem ser aplicados a todas as ações atuais. Será que alguém que ouvisse a lei: “Não se deve encontrar em seu meio alguém que […] use de adivinhação ou que pratique magia, ou que procure presságios, ou um feiticeiro […]”, diria que isso não se aplica à telecartomancia, visto que não havia telefones nem TV nos tempos bíblicos? Ninguém racional jamais faria isso! Ué… mas por que as pessoas fazem esse tipo de argumento quando o assunto é a lei bíblica contra o sangue?

 

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O leitor prosseguiu:

        “Quais fatores comuns estão envolvidos no consumo de sangue de animais inferiores e na ciência médica da transfusão de sangue? Até onde conseguimos entender, há apenas um, que é a palavra sangue. Além disso, as duas práticas não têm nada em comum.”

 

 

Resposta de A Verdade é Lógica:

        Se a única coisa que existe em comum entre transfusões de sangue e ingerir sangue é o sangue, então isso basta para dizer que transfusões de sangue são erradas, pois o foco da proibição bíblica contra ingerir sangue é o sangue, não o paladar, nem o “suco gástrico”, nem o intestivo de quem o come. Alegar que as práticas são diferentes é um comentário meio “sem noção”. As práticas de dar facadas e de dar tiros são diferentes, mas ambas estão incluídas na ordem de não assassinar. (Êxodo 20:13) A bíblia diz claramente:

(Levítico 17:14) “Não comam o sangue de nenhuma criatura, porque a vida de todas as criaturas é seu sangue.”

        Qual é o foco de tal proibição? O sangue do animal ou o paladar daquele que o ingere? O motivo de tal proibição é indubitavelmente o sangue em si, e o que ele representa, não o sistema digestivo nem o paladar de quem o come. Assim, alegar que não se pode comer sangue, mas se pode injetá-lo é tolice, pois o sangue é o mesmo.

 

 

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O leitor adicionou:

        “Eu Entendo que Deus proibiu seu povo antigo de beber o sangue de animais inferiores. Mas nas transfusões de sangue, sangue humano é que é usado.”

 

 

Resposta de A Verdade é Lógica:

        Alegar que se pode comer sangue humano é vampirismo. As Testemunhas de Jeová fazem corretamente um argumento a fortiori nessa questão: Se o sangue animal não pode ser ingerido por representar a vida animal, tampouco pode o sangue humano por representar a vida humana.

       Resultado de imagem para vampiro cartoon A pessoa que faz tal argumento infere que não existe erro em o cristão beber o sangue de alguém vivo. Acho esse viés “vampirista” bastante macabro. Quem bebe sangue humano é vampiro, não cristão. É chocante ver um suposto cristão defender vampirismo.

 

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O leitor acresceu:

        “Beber o sangue de animais inferiores requer a morte deles. As transfusões de sangue não exigem a morte daqueles que doam seu sangue.”

Resposta de A Verdade é Lógica:

        Discordo. É possível, embora nojento, que alguém tire sangue de um animal vivo e o beba. Assim, a primeira declaração é falsa. Agora, alegar que as transfusões de sangue não exigem a morte daquele que doa o sangue não é uma declaração em nada relevante ao tema. Significa isso que eu posso tirar meu sangue e dar para alguém beber? Isso não seria pecado? Com todo o respeito: Eu acho esse argumento de nível colegial.

 

Foto do perfil de Willian Ribeiro, Nenhum texto alternativo automático disponível.O leitor afirmou:

        “As vitaminas que sustentam a vida derivadas de beber sangue atingem o sistema através dos órgãos digestivos, e o corpo elimina os elementos restantes na excreção; assim, o sangue, como tal, é destruído. Nas transfusões, o sangue do doador é canalizado diretamente para a corrente sanguínea do paciente.”

 

Resposta de A Verdade é Lógica:

        Eu achei esse comentário até mesmo cômico. (Perdoem-me, mas não consegui controlar o riso). Em suma, o leitor argumentou acima que o sangue que se come se torna excremento, e que o sangue transfundido não se torna, e que somente é errado colocar sangue no corpo se esse futuramente se tornar excremento. (Ainda estou rindo… perdoem-me.)

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EXCREMENTO DE SANGUE

        Quer dizer que o modo como alguém defeca o sangue determina se é errado? Comer sangue somente é proibido porque eu vou defecá-lo na privada, mas não há nada de errado em transfundir sangue porque o sangue transfundido não se torna excremento nem é eliminado? Desculpem-me, mas isso é risível. Desde quando que o resultado fecal do sangue ingerido determina o que é moralmente correto? Estou sem palavras!

 

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Por último, o leitor concluiu:

        “Assim, vemos que não há semelhança alguma entre o antigo costume de beber sangue, que era proibido pelo Senhor e a ciência moderna da transfusão de sangue.”

 

 

Resposta de A Verdade é Lógica:

        Ele voltou a cometer o mesmo erro que cometeu no início. O leitor se engana grandemente por achar que o foco da proibição de Deus contra ingerir sangue se concentra no receptor e não no sangue em si. Mas isso é errado. O motivo da proibição não está em quem come ou transfunde, mas no sangue em si, assim como o motivo da proibição de ‘não assassinar’ não está no modo como se mata, mas na vida que é tirada.

        A proibição de não comer sangue vale não somente para o sangue animal, mas também para o sangue do humano. O motivo da proibição não é o modo como se come, mas o sangue em si e o que ele representa. Se você inalar, beber, comer, cozinhar para comer, assar, fritar ou transfundir, nada disso faz uma real diferença, pois a razão da proibição não está no modo como se ingere (boca, nariz ou veias), mas naquilo que se ingere – o sangue.

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